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Pedreiros da construção de Roberto Carlos no Itaim Bibi têm aulas de música

Emoções
Pedreiros fazem aula de construção de instrumentos com o material da obra, com intuito de tocarem músicas do cantor Roberto Carlos

São tantas emoções. O aperto de pôr o capacete e as luvas de segurança ao chegar para o batente às cinco da manhã. Suar batendo a massa. O peso de carregar sacos de cimento.

E também aprender um pouco do repertório de Roberto Carlos, numa das aulas de arte que ocorrem em sessões de duas horas a cada duas semanas: os 180 operários que trabalham na construção do prédio da incorporadora do cantor, no Itaim Bibi, têm a opção de fazer curso de música e de artes visuais.

A sãopaulo chegou às sete da manhã ao canteiro da av. Juscelino Kubitschek para acompanhar uma aula. O tema "o que é uma orquestra" era ouvido por dez alunos.

O ajudante de pedreiro Nelson dos Santos tem 19 anos, mas já é o veterano da turma. "É que tem funcionário de várias empreiteiras aqui todo dia. Como o pessoal muda de emprego rápido, é difícil fazer mais de uma aula, como eu fiz", conta.

Isso porque o curso começou em janeiro e intercala música, que prioriza canções do Rei, com arte, focada no trabalho de Tomie Ohtake. Os três primeiros meses de trabalho musical com a ONG Mestres da Obra tinham um foco: gravar hits do patrão.

Roberto permitiu que quatro das mais de 700 músicas do seu cancioneiro fossem gravadas pelos homens da obra: "Esse Cara Sou Eu", "Como É Grande o Meu Amor por Você", "É Preciso Saber Viver" e "Emoções".

Ainda não se sabe se o material virará um CD de fim de ano ou brinde para os clientes do empreendimento.

Nas músicas, os funcionários declamam as letras em cima de uma base feita por músico profissional, com sons de instrumentos musicais.

Que eles mesmo construíram. Materiais como pregos, vergalhões e tubos viram, nas mãos guiadas por educadores, instrumentos com som parecido com o dos profissionais.

Magno Oliveira dos Santos, 25, estreava naquela aula. Em meia hora, cortou um cano de PVC e o fundo de uma bexiga para fazer um instrumento de sopro que não conhecia até então: o oboé. E aprendeu a dar com ele notas graves e menos graves.

R$ 17 MIL POR M²

Além dessa turma, há também um horário vespertino, para os contratados do segundo turno. A incorporadora diz que só participa quem quiser. Dois dos presentes disseram ter sido enfaticamente "convidados" pelos chefes para fazer número.

E grandes números não faltam no projeto do Rei. Serão 80 escritórios e outros 266 apartamentos.

O mais modesto começa em 54 m². Mais além do horizonte no preço é a cobertura dúplex de 269 m², que deve sair por uns R$ 4,5 milhões, cálculo feito a partir dos R$ 17 mil cobrados por m² pelos corretores de plantão no lugar.

Termina a aula. Magno tira um tom grave de seu oboé e ouve do colega: "É o navio do Rei". Logo, o grupo ensaia uma sessão de improviso.

Enquanto a turma se diverte fazendo música, surge um homem de capacete e começa a bater palma. Não era bis: já passavam cinco minutos do horário e chegara a hora dos operários do Rei voltarem ao batente.

Folha de S.Paulo | 10/11/2013

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